Simplicidade, simpatia e ternura em um abraço

Sempre de bracinhos abertos, com os olhos e boca pequenininhos, os bonecos Pedidores de Abraço conquistaram o Brasil graças a simplicidade, beleza e simpatia.

Eles nascem das mãos de Emeton Kroll e o Yran Palmeira, de Caruaru, Pernambuco. Na cidade, os artistas têm o Ateliê Armoriarte, lugar que dá vida à várias obras de arte com traços únicos e singelos.

Primeiro Pedidor de Abraço

Yran e Emeton tinham um amigo em comum que era apaixonado por pintura. Se encantaram por esse universo e se arrisacaram tambpem. Começaram com pintura em tela e só depois usaram a cerâmica, matéria-prima dos Pedidores de Abraço.

A primeira obra de arte nasceu de braços abertos. Não tinha nome, mas já emanava sentimentos bons, qie fizeram Yran lembrar da infância. “Lembrei que na década de 80 e, como bom nordestino, a gente tinha uma demanda muito grande de pessoas que pediam auxílio nas portas das casas. Eu fico muito saudoso em lembrar dessa época porque meu pai ainda estava vivo. Meu pai sempre quando ia atender a porta, atender estas pessoas, ele me levava junto. Eu via a emoção das pessoas quando meu pai dava alguma ajuda. Muitas vezes eram famílias que batiam na porta pedindo auxílio. Além de eles estarem com os olhos cheios de lágrimas, eles abriam os braços para abraçar o meu pai e a mim para agradecer aquele gesto”, conta Yran.

A lembrança de Yran foi acolhida por Emeton. E assim, a obra ganhou significado e homenagem às pessoas que pediam auxílio e agradeciam com abraço.

Outras peças foram esculpidas e ganharam admiradores. São feitas de argila e queimadas em temperatura alta. Depois de queimadas, são lixadas e pintadas. Emeton esculpe e Yran pinta.

Ariano Suassuna tem participação nas obras da dupla. As cores e os traços dos Pedidores de Abraço são inspirados na obra do escritor. “A gente bebe muito da fonte de Ariano, que é um mestre. O mundo imaginário e lúdico dele nos impactou de uma forma tão linda, tão transformadora que nos tornamos seguidores dos traços armoriais. A gente tem a essência de Ariano impregnada nos Pedidores de Abraços”.

Mensageiros

Mais do que objetos de decoração, os Pedidores de Abraço são criados para serem mensageiros da paz, humanidade, união, afeto, acolhimento… 

Só de olhar os bonecos já sentimos um quentinho no coração e o sorriso brota automaticamente do nosso rosto. É impossível não ser impactado por peças tão singelas, simpáticas e acolhedoras como os Pedidores de Abraço.

Você concorda?

Fotos: instagram @armoriarte

Instagram ARMORIATE

Paiol Convida: encontro com artistas do Ateliê Armoriarte

Você já viu o concurso que lançamos em nosso perfil do Instagram, em parceria com o Ateliê Armoriarte?

O concurso desafia os seguidores da Paiol que estão em São Paulo a responderem a pergunta “O que o abraço representa para você?”.

No dia 13 de fevereiro nossa equipe irá divulgar a melhor frase, escolhida por nós, e o autor vai ganhar uma Pedidora de Abraço!

Participe do Concurso

A arte será entregue para a pessoa vencedora no dia 15 de fevereiro, em um evento na Loja Paiol da Fradique Coutinho.

Os artistas Yran e Emeton, que fazem os Pedidores de Abraço, irão entregar em mãos a boneca para o ganhador. Por isso limitamos o concurso apenas para São Paulo, ou para quem tiver a disponibilidade de comparecer no evento e retirar o prêmio.

Além da entrega da Pedidora de Abraço, teremos um bate papo muito legal com os artistas do Ateliê, tudo isso regado a boa comida.

Você é nosso convidado!

A arte de Conceição dos Bugres

“Um dia, me pus sentada embaixo de uma árvore… Perto de mim tinha uma cepa de mandioca, que tinha cara de gente. Pensei em fazer uma pessoa e fiz. Aí, a mandioca foi secando e foi ficando parecida com uma cara de velha. Gostei muito. Depois eu passei para a madeira… Começo a fazer e já vai saindo aquela forma de costume. Muitas vezes nem penso nisso e sai um rindo. Parece que a madeira é que quer sair assim. Acho que a madeira manda mais que eu”.

Assim começou a história da escultora Conceição Freitas da Silva, mais conhecida como Conceição dos Bugres.

Foto: Roberto Higa

Nascida em Povinho de Santiago, Rio Grande do Sul, 1914, Conceição mudou com a família, ainda criança, para Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, por causa da perseguição aos índios na região Sul, em confrontos com a onda de imigração europeia no início do século XX. Anos depois vai para Campo Grande e lá fica até sua morte, em 1984, com 70 anos.

Ela trabalhava na roça e dedicava-se aos trabalhos manuais. Ficou conhecida pela produção de “bugres”, esculturas de pessoas com traços indígenas, e foi considerada a escultora mais importante do Centro Oeste, tornando-se ícone do Mato Groso do Sul.

Era mãe de dois filhos, casada com o também artista Abílio Antunes.

Relação com a natureza

Tinha uma relação de respeito com a natureza, de onde tirava a madeira, cera de abelha e ervas. As esculturas produzidas são cobertas de cera, que serve para preservar a madeira e proteger a figura do frio. A técnica da cera foi revelada à ela em um sonho.

Segundo Conceição, seus golpes de cinzel e serrote seguem informações já contidas nas toras de eucalipto; são um meio de revelar aquilo que já existe no material. “A madeira é sábia”.

Seu trabalho é preciso e repetitivo. O cabelo das esculturas e os traços do rosto remetem à ascendência indígena. Já o formato do corpo é do formato original da madeira, sem muita intervenção da artista. De acordo com o Professor Miguel Chaia, a obra de Conceição é “fundamentada na repetição da igualdade e na especificidade da diferença”. Ele destaca que a artista dedica-se a um único assunto e, em torno dele, desdobra infinitamente uma mesma forma e uma mesma técnica. Formalmente, há em suas obras uma aliança entre síntese e seriação que remete a escultores modernos como o franco-romeno Constatin Brancusi (1876-1957). Há, ainda, o vínculo com expressões primitivas e arcaicas, como os moais da Ilha de Páscoa, ou com arquétipos da cultura popular, como os ex-votos.

Bugre

O nome “bugre”, que Conceição adota para nomear as esculturas, remete à sua origem, tribo indígena do sul do Brasil, perseguida pelos bugreiros. “O termo ‘bugre’ passou a designar os índios combatidos, perseguidos e afastados do seu território”, explica Miguel Chaia.

A esperança de encontrar uma vida melhor não se realiza. 

Reconhecimento

Demorou para que a artista ganhasse reconhecimento. O esforço da crítica Aline Figueiredo e do artista plástico Humberto Espíndola em defesa da produção artística do Centro-Oeste contribuiu para que Conceição dos Bugres fosse conhecida.

A obra da artista foi exposta em várias exposições pelo Brasil e até internacionalmente, como Espanha e França.

Legado

Abílio, marido de conceição, fazia móveis de madeira. Após a morte da esposa ele começa a fazer os bugres. 

O neto Mariano acompanhava o trabalho da avó e seguiu seu legado: “enquanto eu estiver vivo e as condições físicas permitirem, jamais deixarei de fazer”.

J.Borges: de mascate a xilogravador

Você provavelmente já ouviu falar de J.Borges, né?! Se o nome dele não te parece familiar, com certeza você sabe quem é ao ver suas obras!

José Francisco Borges nasceu em 1935 em Bezerros, Pernambuco. Filho de agricultores, já foi marceneiro, mascate, pintor de parede, oleiro e muitas outras coisas. Até que em 1956 comprou um lote de folhetos de cordel e começou a atuar como vendedor em feiras populares. Em 1964 escreveu seu primeiro folheto, O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina, que foi ilustrado pelo artista Dila (1937), de Caruaru, e publicado pelo folheteiro Antonio Ferreira da Silva.

E o folheto fez sucesso! Vendeu cinco mil exemplares em apenas dois meses. Então ele escreveu sua segunda publicação. Mas para economizar dinheiro, ele mesmo criou a capa do folheto, produzindo sua primeiro xilogravura inspirada na fachada da igreja de Bezerros. Esse trabalho deu start na sua carreira de xilogravador!

E então a década de 60 foi um marco na vida do artista. Sua obra passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente. Já na década de 80 seu trabalho recebe prêmios que atestam a importância de sua contribuição como artista popular.

Autodidata, J.Borges é considerado pelo escritor Ariano Suassuna o melhor gravador popular do Brasil!

O que é xilografia?

Xilografia é a arte de gravar em madeira, uma técnica de impressão em que o desenho é entalhado na madeira. 

É tipo um carimbo! Nessa placa de madeira entalhada a pessoa passa um rolo de tinta em cima e aí “carimba” no papel. É isso que J.Borges faz! Primeiro cria o desenho na madeira, com algo cortante e depois passa para o papel. 

A técnica foi muito utilizada durante a Idade Média, mas com o avanço tecnológico do século 20, caiu em desuso. Os processos de impressão ganharam espaço e, assim, a xilografia passa a ser utilizada só por artistas e artesãos.

Os portugueses trouxeram a técnica para o Brasil. Aqui, ela desenvolveu-se na Literatura de Cordel.

Além de J.Borges, vários xilógrafos brasileiros ganham destaque, especialmente na região nordestina, como Gilvan Samico, Abraão Batista, Amaro Francisco, José Costa Leite e José Lourenço.

Inspiração

J.Borges tem como inspiração o cotidiano, principalmente nordestino. Ele aborda em suas obras temas como a religião, personagens de folhetos de cordel, natureza, a rica cultura do Nordeste, etc.

Hoje as xilogravuras são impressas em grande quantidade e em diferentes tamanhos e ele trabalha ao lado dos filhos. Suas obras são vendidas por lojas de arte popular brasileira como a Paiol.

Em nossa loja online você encontra diferentes opções de xilogravura de J.Borges.

Acesse nossa loja online e confira as xilogravuras de J.Borges disponíveis!

Caderno Sextou! do Jornal Estadão

“Sextou!” é o novo caderno do jornal O Estado de S. Paulo e reúne as editorias de decor, gastronomia, agenda e viagens.

A primeira edição do caderno saiu nesta sexta-feira, dia 25 de janeiro de 2020.

Na seção Garimpo saiu a miniatura do MASP, peça que você encontra na Paiol!

Miniatura decorativa do MASP vendida na Paiol

Programação do aniversário de São Paulo

A cidade de São Paulo surgiu como missão jesuítica. No dia 25 de janeiro de 1554 foi fundado o Colégio Jesuíta e realizada a primeira missa.

Os primeiros habitantes foram de origem europeia e indígena. Com o passar dos anos se destacou fortemente no cenário comercial e, somado ao crescimento demográfico, se transformou na maior cidade do país.

Os migrantes nordestinos, italianos, japoneses e tantos outras regiões do Brasil e do mundo que vieram ao longo do século 20 e foram fundamentais para a formação da identidade que a cidade tem hoje.

São Paulo também é hoje referência cultural no mundo, com grandes museus e lugares que contam a história do Brasil.

Museus como Pinacoteca, MIS, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, Casa das Rosas, Catavento, Masp e Museu do Ipiranga e da Imigração são alguns exemplos de lugares incríveis que a cidade oferece em meio aos prédios antigos e avenidas modernas.

Comemorações

A programação de aniversário de São Paulo está recheada de shows, palestras, cinema, teatro, programação infantil entre outros. São mais de 300 atividades gratuitas realizadas em cerca de 150 pontos da capital.

Na região central o destaque é o Grande Cortejo Modernista, com show de Ney Matogrosso, Skank, Karol Conká, Elba Ramalho com Bixiga 70, Rashid, Demônios da Garoa e a bateria da Vai-Vai. 

Na zona leste, destaque para o show de Emicida, no Palco Praça Brasil.

Na Freguesia do Ó, zona norte, tem Falamansa.

Zona sul tem Rodriguinho, ex-vocalista do grupo Travessos, no M’Boi Mirim.

No Butantã, zona oeste, a programação começa com o grupo Samba Rock Santo Amaro formado por alunos de uma oficina realizada na própria Casa de Cultura.

No Centro Cultural da Juventude vai rolar um grande encontro de talentos da nova geração do rap, com Drik Barbosa, Kamau e Rashid. 

Ainda tem mais!!! O Centro Cultural Tendal da Lapa conta com o cantor Marcelo Jeneci apresentando seu novo disco, “Guaia”, voltando às origens ao homenagear o bairro em que cresceu, Guaianazes.

Programação completa

CENTRO

GRANDE CORTEJO MODERNISTA
Música, teatro, circo e dança preenchem de arte e cultura as ruas, edifícios e palcos localizados no centro histórico da cidade, durante “O Grande Cortejo Modernista”. Com dez horasde duração, o espetáculo itinerante tem início
no Pateo do Collegio e termina na Praça da República. Apresentam-se artistas como Elba Ramalho, Karol Conka, Rashid e Ney Matogrosso; os grupos Bixiga 70, Skank, Demônios da Garoa, Aerogroove, Coral Indígena Guarani Amba Vera, Orquestra Sinfônica Municipal, Coro Lírico, Coral Paulistano, Balé da Cidade, bonecos da Cia. PiA FraUs, além dos Blocos Pagu, Baixo Augusta e Escola de Samba Vai-Vai. O cortejo promove uma verdadeira viagem pela história do Modernismo e suas manifestações na capital paulista. Para dar vida a personagens históricos, foram convidados
os atores Pascoal da Conceição, Rosi Campos, José Rubens Chachá, Virgínia Cavendish, Marcos Palmeira e Marcelo Airoldi.

dia 25/1
12h – Pateo do Collegio: abertura do espetáculo com os personagens Mário de Andrade (ator Pascoal
da Conceição) e Oswald de Andrade (José Rubens Chachá), anunciando o Grande Cortejo Modernista / apresentação do Coral Paulistano e Guarani Amba Vera / show inédito de com a cantora Elba Ramalho com a banda Bixiga 70;

14h – Largo São Bento: no berço do Hip Hop, show com Karol Conka (foto), Rashid, bboys, bgirls e DJs / pela Rua Líbero Badaró, ocorrem intervenções aéreas com dançarinos, performers e personagens Di Cavalcanti
(ator Marcelo Airoldi) e Tarsila do Amaral (Rosi Campos) dialogando nas sacadas de prédios históricos / no Edifício Sampaio Moreira, sede da Secretaria Municipal de Cultura, os personagens Mário de Andrade (Pascoal da Conceição) e Anita Malfatti (Virgínia Cavendish) celebram os 45 anos de criação da Secretaria e relembram a
primeira exposição de Anita;

15h – Praça do Patriarca: o Balé da Cidade apresenta a coreografia “Tarsila”, inspirada na obra da artista plástica Tarsila do Amaral, ao som da Cia-K Aerogroove / a atriz Rosi Campos, como Tarsila do Amaral, apresenta os bonecos
gigantes da Cia. PiA FraUs, inspirados em obras do Modernismo brasileiro.

15h30 – Edifício Matarazzo (sede da Prefeitura de São Paulo): na sacada do prédio, o grupo Demônios da Garoa apresenta clássicos do samba paulistano / na sequência, do saguão do edifício surge a Escola de Samba Vai-Vai, que
conduz o público pelo Viaduto do Chá;

16h30 – Theatro Municipal: na sacada, os modernistas encontram com o ator Marcos Palmeira, que interpreta o compositor Heitor Villa-Lobos, para anunciarem as comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de
22 / O personagem Villa-Lobos e o maestro João Carlos Martins regem a Orquestra Sinfônica Municipal, com os musicistas usando chinelos, em alusão ao ocorrido na Semana de 22 / em seguida, surge o Bloco Pagu, composto
por 100 mulheres homenageando a escritora e jornalista Patrícia Galvão, um dos ícones do Modernismo / ao som do Bloco, o cortejo segue até o Largo do Paiçandu;

18h – Largo Paiçandu: no local considerado o berço do circo em São Paulo, um boneco de Piolin –palhaço festejado pelos modernistas– observa o cortejo com artistas circenses;

19h – Galeria do Rock: a banda Skank faz um show especial, revisitando seus grandes sucessos / em seguida, o Bloco Pagu e os modernistas conduzem o público até o cruzamento das Avenidas Ipiranga e São João

20h30 – Na esquina mais famosa de São Paulo, Ney Matogrosso faz show de voz e piano (Leandro Braga);

21h – Pela Avenida Ipiranga, o Bloco Baixo Augusta embala os participantes com ritmos carnavalescos até a Praça da República anunciando o Carnaval de Rua de São Paulo. 

EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA GLOBO
Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a TV Globo realiza uma expedição fotográfica especial pelo tradicional bairro do Bixiga. Percorrendo esse roteiro peculiar, os participantes encontrarão referências da história da cidade, passando pela herança negra, imigração, diversidade, arquitetura e urbanismo. A Expedição Fotográfica Globo vai além da fotografia e convida o público a uma reflexão sobre a formação da identidade de São Paulo e seu patrimônio histórico material e imaterial.

Ponto de encontro: Vila Itororó. Dia 25/1, às 9h. Inscrições pelo site: sp.globo.com. Grátis. Livre

THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO
“Vanguarda Paulistana in Concert”. Dia 26/1, às 17h
“São Paulo, Meu Amor!”. Dia 27/1, às 20h
Grátis (retirar ingresso duas horas antes)

PROGRAMAÇÃO DESCENTRALIZADA

ZONA LESTE
CASA DE CULTURA ITAIM PAULISTA
| Beatloko com Recayd Mob, Dexter, Torya, Bivolt, DJ Cia, Ndee Naldinho, Sandrão RZO, Scarlett Wolf, Vi Mendes e Don L, às 16h

Delon, às 20h30

PALCO PRAÇA BRASIL
Leões de Israel, às 16h
Caminho Suave, às 18h
Emicida, às 20h
DJ Amoirasah nos intervalos dos shows
Grátis (não é necessário retirar ingresso)

CENTRO DE FORMAÇÃO CULTURAL DE CIDADE TIRADENTES
Linn da Quebrada, às 19h
Leandro de Itaquera, às 20h
Dudu Nobre, às 21h
Grátis (não é necessário retirar ingresso)

ZONA NORTE

PALCO FREGUESIA DO Ó
Toke Divinal, às 14h30
Miro de Melo & Os Bregapunks, às 16h
Falamansa, às 19h
Rastapé, às 21h30
Grátis (não é necessário retirar ingresso)

CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE
Psicopretas, às 18h
Drik Barbosa, às 19h
Kamau, às 20h
Rashid, às 21h
Grátis (retirar ingresso a partir de uma hora antes)

ZONA SUL

CASA DE CULTURA DO BUTANTÃ
Samba Rock Santo Amaro, às 14h
Eu Soul Sambarock, às 15h20
Banda Cacildes, às 14h
Sandália de Prata, às 16h
Cantinho do Samba Rock, às 17h
Paula Lima, às 18h
Grátis (não é necessário retirar ingresso)

CASA DE CULTURA M’BOI MIRIM
Equipe Black Mad, às 18h
Na Palma da Mão, às 19h
Rodriguinho, às 20h
Art Popular, às 21h
DJ Light, nos intervalos dos shows
Grátis (não é necessário retirar ingresso)

FUNK DA HORA
Centro Cultural do Grajaú
MC Baraka, às 14h
NGKS, às 15h30
MC Rodolfinho, às 16h30
MC Lan, às 17h30
MC Tha, às 19h30
DJ Zeme nos intervalos dos shows
Grátis (não é necessário retirar ingresso)

Paraisópolis
| Geração Portela, às 14h45
| Êxodo, às 15h30
| Marie, às 16h15
| MC Furlan, às 17h
| EDS, às 17h45
| Bia Freitas, às 18h30
| Almas Errantes, às 19h15
| Júnior Aguiar, às 20h
| Jhoni Sertanejo, às 20h45
| Nego do Borel, às 21h
| DJ Guarujá nos intervalos dos shows até as 22h
| Baile do Rato MC Brizola, das 22h às 4h
| DJ Allan, às 22h; DJ Jp, às 23h; MC Lele, à 0h;
Grupo Novo Conceito, à 1h; DJ CR7, às 2h30; DJ
Exculacha, às 4h

Heliópolis
| DJ Tyko Pro, às 15h
| MC Messo, às 15h45
| MC Vitin, às 16h30
| MC DH, às 17h15
| MC Lanzinho, às 18h
| MC Daniel, às 18h45
| MC Yasmin Milena, às 19h30
| MC di do Helipa, às 20h15
| MC Kekel, às 21h

CASA DE CULTURA DE SANTO AMARO
| Conjunto João Rubinato, às 18h
| Os Originais do Samba, às 20h
| Grátis (não é necessário retirar ingresso)

ZONA OESTE

CENTRO CULTURAL TENDAL DA LAPA
| Lu Lopes, às 17h
| Marcelo Jeneci, às 19h
| Grátis (não é necessário retirar ingresso)

PALCO BRASILÂNDIA
| Cia. de Teatro Evoé, às 14h
| Funk Como Le Gusta e Thaíde, às 16h
| Prata da Casa, às 18h
| Ca.Ge.Be, às 18h
| Negra Li, às 20h
| Bloco Unidos do Guaraú, às 21h
| Bloco Aqui Ó, às 21h30
| Grátis (não é necessário retirar ingresso)

VIRADINHA
Crianças e seus familiares poderão se divertir com diversas atividades culturais e de lazer como pintura facial, recreação, entre outras.
| Paraisópolis. Dia 25/2, das 10h às 14h
| Grátis (não é necessário retirar ingresso)

ENDEREÇOS:

Casa de Cultura do Butantã
Av. Junta Mizumoto, 13, Jardim Peri Peri. Zona Oeste
| tel.: 3742-6218

Casa de Cultura do M’Boi Mirim
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº – M’Boi Mirim. Zona Sul
| tel.: 5514-3408

Casa de Cultura de Santo Amaro
Pça. Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434, Santo Amaro. Zona Sul
| tel: 5522-8897

Centro Cultural do Grajaú
R. Prof. Oscar Barreto Filho, 252 – Capela do Socorro. Zona Sul
| tel.: 5925-4943

Centro Cultural da Juventude
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 – Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte
| tel.: 3984 2466

Centro Cultural Tendal da Lapa
R. Guaicurus,1.100, Água Branca. Zona Oeste
| tel.: 3862 1837

Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes
R. Inácio Monteiro (alt. do nº 6.900), Cidade Tiradentes. Zona Leste
| tel.: 3343-8900

Palco Brasilândia
Av. Humberto Gomes Maia, s/nº, esquina com Estrada Lázaro Amâncio de Barros. Zona Norte

Palco Freguesia do Ó
R. Simão Velho, Vila Albertina. Zona Noroeste

Palco Heliópolis
R. Coronel Souza Castro Lima,198, Cidade Nova Heliópolis. Zona Sul

Palco Paraisópolis
Campinho Palmeirinhas. Zona Sul

Palco Praça Brasil
Av. Nagib Farah Maluf, s/nº – Conj. Res. José Bonifácio, Itaquera. Zona Leste

Theatro Municipal de São Paulo
Pça. Ramos de Azevedo, s/nº. Centro
| tel.: 3053-2090

Vila Itororó
R. Pedroso, 238, Bela Vista, Centro

 

Figureiras de Taubaté e a arte do cotidiano

As Figureiras de Taubaté são artistas populares do Vale do Paraíba, em São Paulo, que recriam com barro imagens e personagens do dia a dia ou do imaginário. Aquele cenário de cidade do interior, sabe?

A arte é tradição de mais de um século e meio; uma herança com muita influência portuguesa.

Início

A tradição das Figureiras teve início há mais de 150 anos, com a chegada dos Frades da Prdem de São Francisco.

Na época, os presépios eram muito populares. Quem tinha mais dinheiro importava as peças da Europa e os mais pobres produziam os seus. Essa produção própria ganhou destaque com D. Maria da Conceição Frutuoso Barbosa.

Ela era faxineira no Convento de Santa Clara, em Taubaté e, ao encontrar no local uma imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, se ofereceu para restaurar a imagem. Permitiram e então ela buscou no rio Itaim a argila. O resultado surpreendeu! Ela ficou famosa por essa restauração e se tornou muito influente na região.

Os demais artesãos criavam ali pequenas esculturas de barro representando o Divino, santos, presépios e outros temas religiosos.

Mas com o passar do tempo alguns começaram a diversificar a produção, criando símbolos folclóricos do vale do paraíba, como bois, carneiros, aves e raposas.

Um concurso realizado na cidade, em 1979, pedia que os participantes criassem um símbolo do artesanato local. A peça vencedora tinha o formato de um pavão, daí vem a fama da figura azul.

Reconhecimento

Com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, em 1951, a região de Taubaté começou a receber turistas e assim a cultura popular local ganhou atenção.

Atualmente a arte é propagada por um grupo de artesãos divididos em suas sedes, trabalhando para preservar a tradição com cursos e oficinas e produzindo produtos para comercialização.

Da mesma forma como o jongo é a forma musical mais representativa de São Paulo, as peças criadas pelas Figureiras de Taubaté representam hoje um dos exemplos icônicos do artesanato desse estado.

http://figureirosdetaubate.com.br

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Travessas para todos os gostos!

Produzir uma mesa bem bonita e receber amigos e familiares para uma refeição em casa é muito bom né?!

Escolher as louças, enfeites, vasilhas e detalhes fazem a diferença e até agregam um sabor mais especial tanto na comida quanto no momento. 

Mesa posta é mais do que uma refeição juntos, é o prazer de compartilhar alimento e tempo com quem a gente ama! 

Para te inspirar na hora de receber pessoas em casa com a mesa posta, fizemos uma seleção de peças entre travessa, cestinho e bowl feitos por mãos de artistas brasileiros de diferentes regiões do Brasil.

O artesanato vai enriquecer a experiência de mesa compartilhada e impressionar seus convidados!

Vale do Jequitinhonha

Impossível não identificar de cara a arte das mulheres do Vale do Jequitinhonha! De cerâmica, as travessas acima foram feitas pelas artesãs Tereza e Aline, respectivamente.

Acre

As vasilhas em látex são produzidas pela Etnia Huni Kuni, no Acre. 

Uma das características dessa etnia pe que cada um deles se autodenomina huni kuin, homens verdadeiros, ou gente com costumes conhecidos. Eles habitam a fronteira brasileira-peruana na Amazônia ocidental. 

 

Mato Grosso do Sul

Feito em cerâmica avermelhada,  a travessa de peixe é produzida pela etnia Terena, no Mato Grosso do Sul.

A cerâmica é feita com três tipos de argila e tem coloração e polimento peculiares. 

Peças tradicionais em cerâmica da etnia Kadiwéu, feita exclusivamente por mulheres que utilizam uma variedade de grafismos para decorá-las. Os pigmentos da pintura são conseguidos de areias e os detalhes são envernizados com a resina do pau-santo. 

Travessa de madeira feita por artesãos do estado do Mato Grosso do Sul.

Goiás

Tigela em cerâmica, em tom natural, feita por artesãos de Minas Gerais. 

Amazonas

Porta Pão Tuyuca, feita de fibra de piaçava por povos originários do Amazonas. O tingimento é natural com urucum e jenipapo, principalmente.

Mato Grosso

Potes de bichos feitos em cerâmica zoomorfa com pintura tradicional da etnia Waurá, do Mato Grosso. Os Waurá são grandes ceramistas, conhecidos pelas grandes paneças, chamadas Kamalupe. 

No Xingu somente os Waurá e Yudjá dominam o uso do barro na confecção de panelas, formatos e figuras zoomorfas. O tingimento é natural!

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A tecelagem manual de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais é uma riqueza diversa do artesanato, reconhecido nacional e internacionalmente. A abundância de recursos naturais, como ouro e prata, explorados no Ciclo do ouro, no século XVII, fez com que o Estado ganhasse influência artística europeia, principalmente portuguesa e italiana. Isso de deve à alta demanda de construções de igrejas, com ornamentação exageradamente carregada e o uso de ouro, com obras de arte esculpidas por artesãos europeus que ensinavam seus saberes aos artistas locais. 

Essa história da tradição artística mineira permeia todo o artesanato brasileiro e tornou Minas Gerais um polo de atração pela sua variedade de obras, técnicas e matérias-primas. 

Uma das mais difundidas nacionalmente é a tradição da tecelagem manual!

Origem

Essa tecelagem foi introduzida pelos colonizadores portugueses que trouxeram rocas, cardas e outras ferramentas para urdir e tecer os fios. Começaram a tecer fios rústicos de algodão e lã, utilizados pelos povos escravizados. 

A técnica, rudimentar, abrangia a colheita do algodão.

Nessa mesma época, colonos e pessoas menos favorecidas vieram de Portugal com os saberes da tecelagem e encontraram nessa prática uma forma de subsistência no Brasil.

Atualmente

Atualmente, a arte da tecelagem manual se espalhou por todo o Estado de Minas Gerais, sendo mais comum nas regiões Sul, Oeste e no Triângulo Mineiro.

Sisal, taboa, palha de milho, taquara entre outros elementos são materiais usados desde a chegada da tecelagem no país. Mas nos dias de hoje, o algodão e as sobras de malhas são muito utilizados pelos artesãos mineiros. 

Cores vibrantes, padrões geométricos e versatilidade nas composições fazem dos tapetes artesanais mineiros serem sucesso na decoração. Além disso, a indústria têxtil mineira contribui economicamente a comunidades locais e mantém viva a história do Estado que é um dos berços do artesanato brasileiro.

O tear mineiro e a Paiol

A Paiol tem uma relação afetiva muito forte com o tear mineiro. 

Foi com esse tipo de produto que nossa história começou, quase 20 anos atrás. 

Hoje os tapetes, passadeiras e lugares americanos ainda são um dos nossos sucessos de vendas!

Inspiração

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Casa e fotos: Leonardo Ferreira

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